Uma
nova vertente mundial está revolucionando o padrão de
excelência de serviços e produtos oferecidos à
população.
Cada vez mais as instituições nacionais têm que
se atualizar e modernizar as suas instalações, caso
queiram acompanhar a velocidade das transformações que
estão acontecendo no mercado. No segmento diagnóstico,
o quadro não é diferente. Afinal, dia-a-dia surgem tecnologias
e recursos de última geração para dinamizar a
rotina dos laboratórios clínicos. Porém, a implantação
de sistemas avançados é apenas um dos pontos para conferir
a qualidade. Outro aspecto muito importante é o treinamento
dos funcionários, a padronização de todos os
processos e a utilização de insumos confiáveis.
Para
gerenciar melhor esse conjunto de ações foi criado,
em 18 de setembro de 1998, o ABNT/CB-36 Comitê Brasileiro de
Análises Clínicas e Diagnóstico in vitro, representante
oficial e exclusivo da ISO no Brasil, incluindo o ISO/TC 212. Segundo
o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas
(SBAC) e ex-superintendente do ABNT/CB-36, Dr. Humberto Marques Tibúrcio,
a certificação é o único caminho para
o aprimoramento contínuo da qualidade dos laboratórios
clínicos e dos fabricantes de produtos para o diagnóstico
in vitro. Essa conquista permite a comunidade o acesso a serviços
mais eficientes e precisos.
Para
elaborar as Normas Técnicas do setor, o comitê possui
uma eficiente estrutura organizacional. A Secretaria Executiva é
de responsabilidade da SBAC que, após atender às exigências
da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),
firmou o contrato para prover as condições de pessoal,
instalações e infra-estrutura necessárias ao
seu funcionamento. Nesse sentido, a SBAC já vem adotando uma
série de medidas para elevar o nível dos serviços
no país. No projeto de Controle da Qualidade, está introduzindo
novos materiais e adequando seu software para implementar a personalização
e a adoção dos códigos de barras, como uma ferramenta
de agilização e de melhoria da confiabilidade. A educação
continuada é mais um item incentivado. Por isso, suas Regionais
e Delegacias estão realizando cursos a fim de manter atualizados
seus sócios e demais interessados.
A difusão da qualidade é feita através do Programa
Nacional de Controle da Qualidade (PNCQ), dos cursos e do Congresso
Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC), no qual é
realizado um curso do Controle da Qualidade, gratuito aos laboratórios
participantes do PNCQ, além de uma conferência e uma
mesa-redonda dando ênfase ao mesmo assunto.
Além
do papel decisivo da SBAC, foram constituídos um Grupo de Trabalho
(GT) e três Sub-Comitês (SC), atendendo ao escopo do ISO/TC
212. Cada um deles possui um coordenador, nomeado pelo atual superintendente
do ABNT/CB-36, Dr. Luiz Fernando Barcelos.
O
SC.36.01 – Gerenciamento da Qualidade
no Laboratório Clínico – é coordenado
pelo Dr. José Abol Corrêa, representando o PNCQ e respondendo
pela normalização setorial para a gestão da qualidade.
O
SC.36.02 – Sistemas de Referência
– está sob os cuidados do Dr. Cristóvão
Luis P. Mangueira, representando o Hospital Albert Einstein e atuando
com a normalização de sistemas de referência para
o laboratório clínico.
Já
o SC.36.03 – Diagnóstico in
vitro – é coordenado pelo Prof. Mateus Mandu
de Souza, representando também o PNCQ e trabalhando com a normalização
para os produtos de diagnóstico in vitro. Com o intuito de
dar suporte ao ABNT/CB-36 foi criado um Grupo de Trabalho (GT), o
GT.36.01, Glossário do ABNT/CB-36, sob responsabilidade do
Prof. João Ciribelli Guimarães, representando a SBAC.
A sua função é a de elaborar, manter e difundir
a terminologia usada na preparação das Normas de Qualidade,
Normas Técnicas e Relatórios Técnicos.