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Nova insulina para diabetes tipo 2 é estudada no HNSG
Novidade está em fase de estudo no Brasil e deve melhorar o controle da doença
O Centro de diabetes de Curitiba, do Hospital Nossa Senhora das Graças, está recrutando pacientes para o estudo de uma nova e mais moderna insulina para o tratamento de diabetes tipo 2. A novidade já foi lançada na Dinamarca e nos Estados Unidos. No Brasil está sendo testada simultaneamente em oito cidades e também em outros 40 países. “A expectativa é que com a nova insulina melhore o controle do diabetes e, com isso, será possível diminuir os riscos de possíveis complicações da doença”, considera o endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Edgard Niclewicz, que está conduzindo a pesquisa em Curitiba.
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Segundo o especialista, a previsão para o medicamento ser adotado como rotina no tratamento da doença no Brasil é de dois anos. “Para ser lançado no país, órgãos como a Anvisa exigem pesquisa local e estudos comparativos com outros centros nacionais e internacionais. Na ausência de efeitos colaterais o medicamento é liberado para uso”, esclarece Dr. Niclewicz. Durante o estudo que está sendo feito no HNSG, o paciente receberá o acompanhamento médico a cada 15 dias ou a cada mês, conforme a necessidade. “A expectativa com o uso desta nova insulina é manter os níveis de glicose próximos do normal, reduzindo complicações crônicas do diabete”, afirma.
Em todo o mundo muitos estudos têm sido feito para melhorar a qualidade de vida do diabético. “Trabalhamos muito com pesquisa de novos medicamentos que serão lançados no mercado nos próximos anos. Estamos sentindo que o tratamento do diabetes está muito adiantado e que novos medicamentos vêm para tornar a vida do diabético mais saudável”, salienta.
O endocrinologista explica que não existe cura para a doença, mas o tratamento correto (especialmente o controle da glicose) com medicamentos adequados e mudança de estilo de vida, faz com que o paciente leve uma vida normal e saudável. Medidas como a prática de exercícios regulares e cuidado com a alimentação podem evitar complicações como o comprometimento das artérias de pequeno e médio calibre, perda da visão, insuficiência renal crônica com necessidade de diálise ou transplante renal, infarto do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência arterial dos membros inferiores, causando feridas e amputações.
Os estudos já começaram e quem deseja participar, deve ter entre 18 anos e 75 anos, fazer uso de insulina NPH há mais de três meses, ter Diabetes do tipo 2 há pelo menos um ano e ter dificuldade em manter um bom controle da doença. O interessado também passará por uma consulta e realizará exame de sangue, que será analisado em Indianápolis, nos EUA. Depois de o exame ser aprovado poderá participar da pesquisa. “Todo esse processo é importante para verificar se o paciente tem o perfil para o estudo. Atendendo aos requisitos e com a orientação médica, esse paciente substituirá por um ano a insulina que já usa, pela nova”, orienta.
Centro de Diabetes
O Centro de Diabetes Curitiba do HNSG atua principalmente em três áreas: atendimento de pacientes, pesquisa e educação em diabetes. A equipe é formada por oito endocrinologistas, especialistas no problema, psicólogos e nutricionistas. O centro é um dos cadastrados no Brasil para atuar com análise de novos medicamentos. “As pesquisas sérias têm um controle rigoroso pelos órgãos reguladores como o FDA nos Estados Unidos e são necessários vários anos para mostrar a eficácia ou não de um tipo de tratamento”, ressalta o Dr. Niclewicz.
Fonte: http://www.pingado.com.br
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