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Chega ao Brasil a primeira vacina contra a febre tifóide

A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do grupo francês Sanofi-Aventis, lança em julho a primeira vacina no Brasil contra febre tifóide – doença que, em 2004, provocou 21 milhões de casos no mundo, resultando na morte de até 600 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Internacionalmente conhecida como Typhim Vi, a vacina é indicada para quem vai trabalhar ou praticar turismo ecológico ou alternativo em regiões com precárias condições de saneamento básico nas áreas endêmicas da doença: África (exceto a regiões Norte e Extremo Sul), Sudeste Asiático, México, Bolívia e países da Costa Andina (com exceção do Chile).

Dados do Ministério da Saúde revelam que, de 1996 a 2005, ocorreram 7.921 casos no Brasil - mais de 50% no Nordeste (4.004) e 44% no Norte (3.416). No entanto, a incidência é oscilante. Em 1996, o estado do Amazonas detectou 156 casos contra 52, em 2005. Neste período, registraram queda os estados da Bahia (de 685 casos para 70) e Acre (143 contra 10). Em 1996, não havia febre tifóide no Pará. Em 2005, 85 pessoas foram infectadas pela doença. Houve aumento ainda no Maranhão, que saltou de 29 casos para 69.

“Embora não seja comum no País, muitos brasileiros de empresas das áreas de construção, metalurgia e petróleo vêm sendo enviados para trabalhar em países da Ásia e da África, onde existe a febre tifóide”, afirma a vice-presidente da SBIm - Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai.

Para o infectologista Jessé Alves, do Núcleo de Medicina de Viajantes do Instituto Emílio Ribas e responsável pelo Check-up de Viajantes do laboratório Fleury, a vacinação desses profissionais é importante porque, com freqüência, eles “vão trabalhar em zonas rurais e morar em alojamentos com problemas de fornecimento de água e saneamento básico, que são propícios para a transmissão da febre tifóide”.

Num espaço inferior a 30 dias, 1.477 pessoas apresentaram sintomas da febre tifóide entre fevereiro e março de 2008, na cidade de Calambra, próximo a Manila, capital das Filipinas, segundo informações do boletim da International Society for Infectious Diseases (Sociedade Internacional de Doenças Contagiosas). Dessas pessoas, mais de 400 foram tratadas nos hospitais da cidade. As autoridades filipinas suspeitam que o surto foi provocado por uma fábrica de cubos de gelo, cuja água teria sido contaminada pelo agente causador da doença.

Vacinas simultâneas - A gerente médica da Sanofi Pasteur, Lucia Bricks, ressalta que a vacina contra febre tifóide pode ser tomada simultaneamente a outras vacinas recomendadas para viajantes. Quando houver indicação médica, as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite A, internacionalmente conhecida como Avaxim 160U, e a vacina contra febre amarela.

Fonte: Jornal de Uberaba - MG


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