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DEFININDO
ESTRATÉGIAS DE COMPETITIVIDADE
Edson Gil*
Os
movimentos dos mercados de alta tecnologia e que dependem de regulamentação
externa sempre foram alvo de especulações, pressões
de várias direções e de mudanças velozes
e precisas que alteram toda uma estrutura montada ao longo dos anos.
O atual mercado de análises clínicas e medicina diagnóstica
é um destes mercados que mudam a uma velocidade tão
alta que duas sensações ocorrem: ou as mudanças
são percebidas de forma brusca ou nem se dá atenção
a elas. Na maioria dos casos esta última opção
ocorre com muito mais freqüência do que parece. Mas este
não é o problema em si. Já que atualmente o
grave problema está na condução da mudança.
Desde que comecei a escrever para a Laes e Haes tenho recebido por
e-mail e telefone, uma série de dúvidas de laboratórios
dos quatro cantos do Brasil com um questionamento muito sério:
como me adaptar a um novo mercado que nem conheço?
Muitos questionam que já fizeram consultoria com outras empresas
e que não obtiveram nenhum resultado. Outros tentaram se
adaptar a todas as mudanças ao mesmo tempo. Ou na velocidade
que estas ocorreram. Mas o principal problema está diretamente
relacionado com a forma que você conduz a sua mudança.
Sem isso, não adianta contratar gerentes. Não adianta
contratar consultores. Se a mudança que você espera
que ocorra seja efetivada de fora para dentro. Muitos têm
vontade, mas não tem sequer experiência para enfrentar
uma situação de mudança como a que o atual
mercado está passando.
Se voltarmos no tempo, teremos uma lacuna deixada pela profissionalização
da administração do laboratório, que não
houve na época certa, e que se tenta corrigir a duríssimas
penas em um tempo irreal.
Situação parecida já ocorreu em outros mercados
e que tive a oportunidade de acompanhar. Empresas foram compradas
ou fechadas. Blocos se formaram. Estratégias foram tentadas.
Mas apenas aqueles que tiveram determinação e obstinação
conseguiram alcançar seus resultados com êxito. E é
exatamente neste ponto que está a diferença.
Muitos querem focar suas estratégias no trinômio: qualidade-produtividade-lucratividade,
mas esquecem que não se faz nada em estratégia usando
mágica. É preciso avaliar corretamente o mercado e
seus dogmas. Estabelecendo as fronteiras de crescimento e a partir
desta definição restabelecer metas e parâmetros
para suas conquistas.
Não adianta pensar apenas em um ponto. O atual volume de
mudanças faz com que mercados inteiros se movimentem como
um mar revolto onde teremos sempre de olhar o tempo para definir
para que lado apontará nosso barco.
Por isso mesmo, sempre afirmo que todo mundo busca o sucesso, mas
se esquece de que sua fórmula contém dois componentes
absolutamente importantes: trabalho e inteligência.
No mundo moderno, onde atualizações do conhecimento
ocorrem quase que a cada instante de forma volátil, a fórmula
do sucesso contém variáveis importantes para que possa
ser efetivamente aplicada. E se os fatores preponderantes para o
sucesso são a competitividade, a produtividade e a qualidade.
Todos os três fatores devem atuar sinergisticamente e de forma
decisiva para se buscar a excelência gerencial como uma preocupação
dos mercados, em especial o dos laboratórios.
A competitividade pode ser definida como a soma de eficiências
internas e eficácias externas. Para atingir os pontos necessários
de competitividade nos dias atuais é imprescindível
um conjunto formado por colaboradores capacitados, projetos estratégicos,
gestão competente e infra-estruturas interna e externa focados
no resultado. É a sinergia desses fatores é o que
fará atingir a competitividade tão importante para
o sucesso.
A qualidade observou diferentes abordagens ao longo do tempo e com
o acirramento da competição, como conseqüência
da economia globalizada, passou a ser uma questão de sobrevivência
no mundo empresarial.
Nos últimos anos diversos estudos demonstraram que a maior
parte dos problemas de qualidade tinham origem em falhas gerenciais
e humanas e não apenas na área técnica. Essa
constatação deu origem aos chamados sistemas de gestão
da qualidade, que associam ações de controle que dão
ênfase na detecção de defeitos, com ações
de administração da qualidade, que têm ênfase
na prevenção destes defeitos.
O próprio mercado globalizado vem demandando novas abordagens
sobre a qualidade, mudando o foco estritamente técnico e
gerencial e passando para uma abordagem mais cultural e filosófica
sobre a forma de fazer negócios. Basicamente a ênfase
deixa de ser sobre a utilização de um sistema de gestão
da qualidade para a utilização de um sistema de gestão
pela qualidade, em uma mudança de abordagem que tem se mostrado
fundamental para alavancar a competitividade e decisiva para a sobrevivência
das empresas, no ambiente atual.
Neste
ambiente, ter conhecimento de gestão é uma peça-chave
e todo o conceito de tecnologia da qualidade deve passar pelo de
tecnologia de informação e de processos, bem como
de seu gerenciamento. Ou seja, é primordial buscar em todos
os processos, o máximo de excelência em gestão
para qualquer nível de atividade competitiva.
A
adoção de adequadas práticas de gestão
da qualidade, normalização, metrologia e avaliação
da conformidade, representam um diferencial na economia globalizada,
principalmente por afetarem diretamente a produtividade. Por isso
mesmo é preciso ter consciência de que a competitividade
só será obtida quando forem desenvolvidos sistemas
de gestão que garantam qualidade e aprimoramento de todos
os processos e do trabalho das pessoas.
Se
a qualidade pode ser o meio mais poderoso para o aperfeiçoamento
da produtividade, suas ferramentas deverão ser postas em
prática para melhorar o processo e não apenas enfatizar
o controle estatístico. O uso das diversas ferramentas de
gestão da qualidade pode ser a grande chave para otimizar
vários projetos focando-os principalmente nos resultados
esperados.
Lembre-se:
Profissionalizar a gestão não é tarefa fácil,
nem simples. Requer a implantação de uma cultura que
agregue todas as condições importantes e necessárias
para a evolução. Mas é necessário começar
agora. Deixar para amanhã, poderá apenas fazê-los
navegar em um mar ainda mais turbulento que o dos dias atuais.
Pense
nisso! E qualquer coisa que precisar, conte comigo.
Edson Gil é consultor de empresas nas áreas
de Estratégia Empresarial e Gerência Competitiva e
Diretor Técnico do Núcleo de Pesquisa em Estratégia
do IBPF. É assessor de estratégia da Sociedade Brasileira
de Análises Clínicas, do Programa Nacional de Controle
de Qualidade. Também é autor dos livros "Competitividade
em Vendas", "Liderança e Competitividade"
e "A Nova Gerência". contato@edsongil.com.br www.edsongil.com.br
21 9605-5098 e 21 9608-1464
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